15.6.10

Dia de Chuva

Sobe a fumaça do meu baseado...

Tão poética em seus devaneios, tão densa


Intensa

Tensa repensa o que poderia ter sido remoído

Antes de apertado, ah, meu baseado.


E o que há contigo? Algo diferente

Dia de chuva, entende?

Entendes doutor, hoje chove

e... e... e... e isso muda tudo!

Compreende? Tudo, doutor!

Tudo!


Será?



Que mude o que mudar.

Mudaremos tudo para que tudo continue como está.


Há!

... então, você, ainda, quer


, então você ainda quer.

Ponta, janela.

Vou à janela pegar um ar

Um ar de poesia matinal

Que cai, cai, cai... cai sem controle

Cai sem poder mais voltar.

Pobre, pobre...

Apenas ponta

Jaz aqui agora morta

Seu corpo se foi com o vento

Seu corpo caiu pelo tempo

Seu corpo... ponta... se foi.

E não foi querido, foi caído.

1.9.09

Preto no Branco

Poste-se um posto sobre o poste.

Ao se querer que tudo seja preto no branco criamos inumeráveis nuances de pretos, brancos e cinzas. Pode-se pensar então que a polarização e simplificação , ao ser aprofundada verdadeiramente é uma síntese dialética que perpetua sua tese e sua antítese, e mais do que isso, as multiplica em nível exponencial bem como sua síntese. Desse modo todas as cores passam a ser representadas pelo preto, pelo branco e pelo cinza. Causando assim mais confusão do que solução ao problema da identificação e dá separação das coisas. É como tentar entender o verde e suas tonalidades através do cinza.

28.6.09

Sob/re Dadá.

Sob Dadá.

"será arte tudo o que eu disser que é arte" (Duchamp)

"A obra de arte nao deve ser a beleza em si mesma, porque a beleza está morta" (Tzara)

"o pensamento se faz na boca" (Tzara)

"sou por princípio contra o manifestos, como sou também contra princípios" (Tzara)

"Pegue um jornal.Pegue a tesoura.Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.Recorte o artigo.Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.Agite suavemente.Tire em seguida cada pedaço um após o outro.Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.O poema se parecerá com você.E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público." (Tzara)

Sobre Dadá.

4.6.09

Retomando

Venho por meio desta me reapoderar desse blog.
Minhas intenções com isso são puramente idílicas:
Todos e tudo não são influenciados por isso.
O mundo continuará igual.
Toda função atribuida a isso é nula.
Toda a nulidade atrabuida a isso é , por sua vez, também nula.

e por último, não há por último.

Bons sombreamentos.