16.6.10
tudo que for preciso.
direi.. cerveja barata!
onde está o ácido?
sendo visto.
e o que mais?
mais nada...
mais nada...
15.6.10
Uma cena. Cena de comercial de televisão.
Dobre-se sobre e ao infinito.
Pontuando-se as pontuações se tornam pontuáveis em suas possíveis variantes invariáveis , dentro, é claro, de seus devidos sistemas lógicos.
Deve A implicar em B sempre será.
Sempre será a árvore verdejante
E se verá logo em seu semblante
Os resquícios do trajeto feito pela fibra ótica
E essa será uma ocasião ótima para afirmar
A sua impossibilidade.
Dia de Chuva
Sobe a fumaça do meu baseado...
Tão poética em seus devaneios, tão densa
Intensa
Tensa repensa o que poderia ter sido remoído
Antes de apertado, ah, meu baseado.
E o que há contigo? Algo diferente
Dia de chuva, entende?
Entendes doutor, hoje chove
e... e... e... e isso muda tudo!
Compreende? Tudo, doutor!
Tudo!
Será?
Que mude o que mudar.
Mudaremos tudo para que tudo continue como está.
Há!
... então, você, ainda, quer
, então você ainda quer.
Ponta, janela.
Vou à janela pegar um ar
Um ar de poesia matinal
Que cai, cai, cai... cai sem controle
Cai sem poder mais voltar.
Pobre, pobre...
Apenas ponta
Jaz aqui agora morta
Seu corpo se foi com o vento
Seu corpo caiu pelo tempo
Seu corpo... ponta... se foi.
E não foi querido, foi caído.
1.9.09
Preto no Branco
Ao se querer que tudo seja preto no branco criamos inumeráveis nuances de pretos, brancos e cinzas. Pode-se pensar então que a polarização e simplificação , ao ser aprofundada verdadeiramente é uma síntese dialética que perpetua sua tese e sua antítese, e mais do que isso, as multiplica em nível exponencial bem como sua síntese. Desse modo todas as cores passam a ser representadas pelo preto, pelo branco e pelo cinza. Causando assim mais confusão do que solução ao problema da identificação e dá separação das coisas. É como tentar entender o verde e suas tonalidades através do cinza.