21.6.10

Trago Pulso

A cada tragada meu peito pulsa, pulsa, pulsa
E eu ?

Caminho.
Meio afetado...
Pelo consumo, insumo.
Caindo em lados e laterais de retas quase normais
Paralelas entre si a suas transversais
No equilíbrio samba da corda bamba
Segue como um jegue o que for diferente
De outra postura, tecitura, ou altura de pedra dura.

Sou só.
Sou.
Só.

16.6.10

tudo que for preciso.

O que dizer?
direi.. cerveja barata!
onde está o ácido?
sendo visto.
e o que mais?
mais nada...
mais nada...

15.6.10

Comece, olhando como alguém que olha alguém que olha alguém que olha alguém que escreve. E daí siga em diante.
Uma cena. Cena de comercial de televisão.
Dobre-se sobre e ao infinito.


Pontuando-se as pontuações se tornam pontuáveis em suas possíveis variantes invariáveis , dentro, é claro, de seus devidos sistemas lógicos.


Deve A implicar em B sempre será.
Sempre será a árvore verdejante
E se verá logo em seu semblante
Os resquícios do trajeto feito pela fibra ótica
E essa será uma ocasião ótima para afirmar
A sua impossibilidade.

Dia de Chuva

Sobe a fumaça do meu baseado...

Tão poética em seus devaneios, tão densa


Intensa

Tensa repensa o que poderia ter sido remoído

Antes de apertado, ah, meu baseado.


E o que há contigo? Algo diferente

Dia de chuva, entende?

Entendes doutor, hoje chove

e... e... e... e isso muda tudo!

Compreende? Tudo, doutor!

Tudo!


Será?



Que mude o que mudar.

Mudaremos tudo para que tudo continue como está.


Há!

... então, você, ainda, quer


, então você ainda quer.

Ponta, janela.

Vou à janela pegar um ar

Um ar de poesia matinal

Que cai, cai, cai... cai sem controle

Cai sem poder mais voltar.

Pobre, pobre...

Apenas ponta

Jaz aqui agora morta

Seu corpo se foi com o vento

Seu corpo caiu pelo tempo

Seu corpo... ponta... se foi.

E não foi querido, foi caído.