27.6.10

Cadencie-se a vida. Ela é sempre no desequilíbrio... aquele segundo entre o cair e o levantar, aquele segundo no ar.

Essa é a vida.
As pernas dançando alucinadas, o tronco se retorcendo em sensações do ar em contato com a pele, o nariz respirando o mundo e sugando a vida.

Assim se dá o desequilíbrio.

Eu sou no meu desequilíbrio, sendo aquele que não caiu, mas quase foi, no momento sem apoios, sem chão e sem céus.

Lapsos rasgos luzes correm ao redor.

Você sente?
você lembra?
de que importa tudo isso...

é insignificante, como a brisa que corta a tarde e derruba a folha.

Somos a folha que cai dançando.

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