18.7.10

Ecos de chuva

Na chuva caminho o caminho de se voltar para onde não se quer chegar: casa.
A chuva lava os pecados, os pecados da carne - o pecado de ser, o pecado de querer, o pecado de não pecar. A chuva lava o imaculado e o deixa como é...

Quem caminha a meu lado na madrugada gelada?
caminho sozinho, acompanhado apenas do meu mais persistente demônio: Eu.

Não quero me livrar de nada, não quero também carregar nada.
Quero andar, apenas isso - ser acompanhado de perto pelos meus passos e por seus ecos no silêncio da noite; apenas assim poderei descansar.
Apenas cansado, caminhado, vivido, pensado, exausto, apenas assim poderei descançar.

E mesmo assim, na madrugada da minha vida, me encontro acordado a escrever para o nada, pelo nada. Escrevo o nada que me é existir. Não me interrogue acerca do por que (jamais conseguiria formular tal resposta, ainda que consiga pensar em tantas, todas seriam só respostas vazias), não me interessa, não me preenche nem esvazia, não me acalma.

Calma, preciso de calma pois ando muito quieto, parado, em-mim-mesmado. Calma para poder explodir ao tempo certo, sem precipitações, sem atrasos.
Não, não explodirei ainda. Não sei se um dia chegarei a explodir. Por enquanto ,





Espero

Um comentário:

Tati disse...

L-i-n-d-o!!!